Não sou romântico pra cuspir tuberculose
Acordei no ÁPICE DA RESSACA, com a boca e o corpo ressecados me exigindo água e repouso. Ofereci café e trabalho, pois a vida me exige. A manhã no trampo não foi uma delícia. Tive que sair da minha sala freqüêntemente pra dar um GUSPÃO NERVOSO na louça sanitária da empresa. Não chegava a ser vômito, era um PROTOVÔMITO, um TEASER DA GOLFADA. Um monte de saliva grossa, em produção initerrupta e com uma vontade louca de saltar da boca pro chão. Certo é que por várias vezes senti que AGORA FUDEU e que o conteúdo do meu estômago seria expulso. Mas foi alarme falso. Por uma, duas, três vezes. Na quarta vez foi fatal. Perdi o café e os vários copos d'água que tinha tomado durante a manhã. Não me abati: me certifiquei de que o banheiro estava apresentável - não queria QUEIMAR A CARA com as gentis mulheres da limpeza - e voltei ao trabalho. A essas horas eu já suava frio e a dor de estômago era quase insuportável. Refleti e comentei com meu colega de sala que devia ser devido a dezena de cigarros que fumei num FRENESI ALCÓLICO JUVENIL. Não sou adepto do tabaco, mas as vezes, em ambiente de bar, não resisto e me entrego aos CILINDROS DO MAL. Se confirmada minha teoria de que os cigarros FODERAM MEU ESTÔMAGO - preciso passar por novo contato empírico com o alcóol sem a presença de cigarros dessa vez para me certificar - repito que eles FODERAM MESMO O MEU ESTÔMAGO. Afirmo isso porque quase na hora de ir embora, em nova visita ao banheiro da instituição, a LAVAGEM ALIMENTAR foi seguida de densa e forte golfada de sangue, vinda das profundezas do meu corpo. A princípio não acreditei, cogitando a possibilidade de ser beterraba ou suco de morango. Mas no meu histórico alimentar dos últimos dias não existia qualquer preseça de alimentos rubros, e então o característico gosto de ferrugem velha me confirmou a presença hemorrágica na boca. Fiquei um pouco aterrorizado na hora, imaginando que alguma parte interna do meu corpo havia se rompido ou que o estresse da vida cotidiana teria ulcerizado minha barriga. Depois, como a dor de estômago passou e só fiquei um pouco mal disposto, me acalmei e segui a luta.
É com pesar que tomo essa decisão, mas por via das dúvidas estou resoluto em uma diminuição do consumo de destilados, me limitando a apreciar sem moderação os fermentados. Nenhuma mistura de pinga vagabunda com refrigerante chinelo adentrará em meu TEMPLO nos próximos três meses, pelo menos. Nenhum CIGARRO DO MAL (tabaco) exalará sua fumaça fétida pra dentro de minhas vias resiratórias. E tenho dito.


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