segunda-feira, maio 24, 2004

Odeia a mídia ? seja a mídia!

Seattle, novembro de 1999. A OMC (Organização Mundial do Comércio) realizava o seu "Encontro do Milênio". Pelas ruas centenas de manifestantes demonstravam sua insatisfação com o projeto de mundo oferecido pela organização e pelos grandes grupos econômicos. Apesar da grande represália que os manifestantes receberam da polícia, que agiu com violência, ferindo e até mesmo matando pessoas, nenhum grande grupo de mídia parecia dar atenção a esses fatos. Os grandes jornais, em seu pretenso discurso neutro e imparcial, não noticiavam nada do que acontecia nos bastidores do encontro, imagens não eram divulgadas e pessoas não eram ouvidas.

Em meio a esse cenário surgiu o Centro de Mídia Independente, que se propoe a construir uma rede internacional de produtores independentes de mídia preocupados e comprometidos com a construção de uma sociedade livre, igualitária e que respeite o meio ambiente

A idéia era de ter um site na Internet que recebesse e armazenasse, vídeos, imagens, sons e textos que poderiam ser publicados e reproduzidos sem copyright por qualquer pessoa ou qualquer órgão de mídia independente sem fins comerciais. O que era um site de jornalistas independentes tornou-se também um site em que os próprios manifestantes se faziam ouvir.

Atualmente existem mais de cem Centros de Mídia Independente em mais de trinta países, em todos os continentes. O Centro de Mídia Independente do Brasil nasceu como desdobramento da organização do movimento antiglobalização em São Paulo que havia promovido um protesto no dia 26 de Setembro de 2000 (S26) quando se reuniram em Praga, o FMI e o Banco Mundial. Em dezembro de 2000, o site do Centro de Mídia Independente do Brasil foi ao ar e, desde então, tem se esforçado para "cobrir" eventos ligados à luta social em um projeto sem fins comerciais totalmente feito por voluntários.

Qualquer pessoa pode colaborar, escrevendo artigos, traduzindo, publicando relatos, fornecendo arquivos multimídia, prestando auxílio técnico, entre outras alternativas.

Acredito que não existe mídia imparcial, já que por mais neutro que seja o texto, a visão de mundo se manifestará no escolher o que é e o que não é notícia. Portanto toda iniciativa de mídia "alternativa", independente, enfim, que mostre a visão das minorias, leituras do mundo divergentes, e que combata a elitização na produção de informação, deve ser valorizada e divulgada.

1 Comments:

At 2:08 AM, Blogger Guilherme said...

Do caralho esse site Mosca. Poste aquele de redimensionamento de imagens.

Valeu ;)

 

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