a criatura é o agora
Quero acordar num dia frio de inverno, sentir o sol com seus raios me atingir. Sair de casa e entre as plantas me sentar, fechar um e aproveitar a brisa fria. Quero olhar para os pardáis e sentir em seus vôos minhas próprias asas. E a cada bater meus pés abandonam a realidade do chão. Me jogo de encontro à uma parede e não me machuco. Atravesso a membrana e chego a uma nova possibilidade. O himen do real se rompe e prazeres se abrem, batizados em um ato delicado de ousadia. Voando e plainando pra frente e pra frente. O real sou eu que crio e a criação é agora.


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