quarta-feira, outubro 29, 2003

O que eu já não fiz pra legalizar...

Bom, Graças a Deus e a Jah sou legalizado em casa. Foi um processo bem difícil e desgastante, mas hoje em dia a coisa em casa tá limpa. Uma das arte manhas foi esse texto "cara de pau" que eu inventei, imprimi e mostrei para minha mãe. Criei um tal de Jonathan P. Morgan e alguns absurdos sobre ele hahaha diversos prêmios, phd em não sei o que e acabei achando esse texto aqui no meu cpu, fiz qdo trampava na W3 ainda. Bom vou compartilhar com vocês o que eu inventei...hehe

CULPAR A MACONHA É FÁCIL, DIFÍCIL É ENTENDÊ-LA
Jonathan P. Morgan

Jonathan P. Morgan é um dos nomes mais badalados para entrevistas relacionadas ao assunto. Ele é formado em Biologia na Universidade de Massachussets, Pós-graduado em biologia celular pela Universidade de Cambridge, PHD em Biologia Vegetal, Doutorado de Biologia na Universidade de Glasgow, 3 Prêmios Auffen Goldberg como pesquisador, Eleito melhor Biólogo do Mundo pela revista “Biology Source” por 5 anos consecutivos, Autor de mais de 10 livros relacionados a biologia.

Introdução ao assunto.

Como tratar ou escrever sobre algo tão polêmico? Sim, é bem difícil. Ainda mais com a quantidade de mitos e boatos que circundam a Cannabis Sativa em todo o mundo. Não estou aqui para defender nem atacar o uso da “droga”, e sim pra desmistificar a quantidade de coisas absurdas que falam sobre ela, por puro interesse sócio-econômico e cultural.

Agressividade e efeitos Colaterais.

Outro dia na CNN escutei a seguinte matéria: “Maconha torna os usuários mais agressivos”. Isso é um absurdo, pois já é mais do que comprovado cientificamente que o Tetra Hidro Carbinol é um elemento que traz sensações de relaxamento e paz e estimula o questionamento e o raciocínio, sendo que uma recente pesquisa na Suécia provou que estimula o sistema auditivo da pessoa. (eis a resposta para qual tantos músicos a consomem)

Porque a maconha é tão combatida na mídia?

Por questões de narcotráfico entre grandes políticos nacionais, empresários, etc. O interesse de todos é que não se legalize a droga, pois boa parte do tráfico iria as ruínas, portanto não interessaria perder tanto dinheiro. O custo da droga iria baratear em mais de 50% em algumas localidades.

A perda de neurônios.

Outro mito em torno da maconha é a perda de neurônios, que em parte realmente está correto, mas tem suas brechas. Muitos falam que a pessoa fica incomunicável, esquece seus afazeres, o que é uma grande variável, pois os seres humanos não possuem reações idênticas, isso graças ao nosso código de DNA que as tornou inviáve. As chances de uma pessoa que fuma maconha ocasionalmente recuperar seus neurônios é de 92%.

Existe mais alguma coisa de negativa na maconha?

Sim. O que ocorre é a má qualidade na colheita e distribuição da droga ao usuário. Muitas vezes ela chega misturada com sujeiras, insetos, barro e até mesmo chá e tabaco, como sua cor geralmente é escura os usuários acabam não percebendo. Muitos misturam até amoníaco na droga para despistar cães farejadores e conservar a droga estocada por muito mais tempo. Se a droga fosse industrializada com padrões rígidos de higiene e colheita, a história seria bem diferente da que é hoje em dia.

Câncer.

O THC não é uma substância cancerígena, até é usada em hospitais auxiliando no combate a doenças que insistem em destruir milhões de pessoas como a AIDS e o próprio câncer. Mas o que torna a maconha inclusa na lista de possíveis causadores de câncer é o papel que enrola os cigarros, conhecido como “seda”. Os usuários que usam cachimbo ou uma espécie de vaporizador tem 95% de chances de não contrair a doença que pode atingir os pulmões, faringe e boca.

O que fazer se meu filho é usuário da droga?

Existem mães e pais que chegam ao absurdo de internar seus filhos em clínicas de tratamento às drogas. Meu grande e sincero conselho é que os pais não deixem a mídia falsa e tendenciosa invadir sua casa com conceitos antiquados e de total interesse de pessoas ligadas ao tráfico. Procurem sim pessoas que realmente dedicam suas vidas ao estudo da maconha, pessoas que já foram usuárias e sabem os efeitos reais da droga. É muito fácil consentir que a cannabis sativa faz mal a saúde, o difícil seria as pessoas que convivem com um usuário entender que não é bem assim.